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O FIM DA LAMA – NOVO CONCRETO QUE VAI MUDAR A TRANSAMAZÔNICA

O FIM DA LAMA – NOVO CONCRETO QUE VAI MUDAR A TRANSAMAZÔNICA

Aqui quem fala é o Michel, e hoje nós vamos bater um papo reto, sem enrolação, sobre um dos maiores pepinos da engenharia brasileira.

Sabe, a lama não manda recado. Ela não bate na porta, não manda um zap dizendo: “Oi, tô chegando pra estragar o seu dia”. Ela simplesmente abre a sua bocarra marrom e engole a estrada inteira. Lá na BR-230, a nossa famosa e temida Transamazônica, a coisa é feia. Quando a chuva cai, e meu amigo, cai pesada mesmo, a água se infiltra no solo, detona a resistência da base de terra e transforma quilômetros a fio de rodovia num corredor de gelatina instável. Onde a gente esperava que o trânsito fluísse, a única coisa que flui é a paciência indo ralo abaixo.

Caminhões gigantescos, pesando dezenas de toneladas, avançam numa marcha lenta que dá agonia de ver. Os pneus fazem aquele barulho clássico, vruuum, squelch, vruuum, patinando soltos, jogando um barro grosso que parece grudar na alma da gente. O cheiro de diesel queimado se mistura com o cheiro forte de terra molhada, criando a essência pura do desespero logístico. Pontes de madeira velhas, que já viram dias melhores, rangem e ficam sobrecarregadas, quase pedindo socorro. E aquele tempo de viagem, que na sua cabeça ou no GPS deveria ser totalmente previsível? Pois é, ele simplesmente evapora, some no ar feito fumaça no meio do trajeto.

E é bem no meio desse caos, com a bota atolada até a canela, que surge aquela pergunta que não quer calar: será que o problema da Transamazônica é só a falta de uma casquinha de asfalto por cima? Ou será que a gente passou décadas tentando lutar contra a floresta com as armas erradas? É exatamente aqui que a brincadeira fica séria e entra em cena o nosso herói do dia: o CCR, que é a sigla chique para Concreto Compactado com Rolo. Essa é uma tecnologia absurda que vai virar o jogo, e eu vou te explicar tudinho hoje.

Mas, olha só, aplicar esse método revolucionário numa rodovia colossal de mais de 4.000 quilômetros não é só assinar um papel e dizer “vai lá e faz”. Não é uma simples decisão técnica de escritório com ar-condicionado. É um combate corpo a corpo. É o enfrentamento direto contra um clima implacável, uma logística que é um verdadeiro quebra-cabeças e um território que é vivo e respira. Fica comigo aqui pelos próximos minutos, pega um café, porque você vai conhecer os desafios reais, se essa parada de CCR é viável mesmo, e todos os projetos de obras que tão rolando pra ajudar nessa transformação histórica.

O Monstro de Barro: A Realidade Cruel da BR-230

NOVO CONCRETO

Pra gente entender o tamanho da encrenca, a BR-230, mundialmente conhecida como Transamazônica, é uma das veias mais longas e importantes do Brasil. Ela nasce lá no calorão de Cabedelo, na Paraíba, rasga o mapa do país e vai morrer só lá em Lábrea, no Amazonas. É um traçado maluco que ultrapassa a marca de 4.200 quilômetros. E, cara, ela atravessa realidades que são de outros mundos.

No começo, perto do litoral, a rodovia parte de áreas urbanas bonitinhas, bem estruturadas, com posto de gasolina a cada esquina. Mas aí ela vai entrando pro interior, avançando pra regiões onde a infraestrutura não é que é limitada, ela quase não existe. A logística vira um pesadelo e a selva impõe regras duras que deixam muito engenheiro de cabelo em pé.

Na teoria dos livros, trata-se de um eixo vital de integração nacional. O Brasil se conectando com o Brasil. Porém, na prática fria e dura do dia a dia, ela tem uma característica que é o calcanhar de Aquiles: a descontinuidade. A estrada é um quebra-cabeças com um monte de peças faltando. Existem, sim, trechos que são pavimentados, novinhos, um tapete onde o carro desliza. Mas, logo em seguida, você dá de cara com atoleiros que parecem querer tragar o seu veículo para o centro da terra. São interrupções bruscas, condições severas de tráfego que testam a sanidade mental de qualquer motorista.

Quando o Inverno Amazônico Mostra as Garras

Quando o inverno amazônico chega, meu chapa, a coisa muda de figura. O céu fica escuro, aquelas nuvens pesadas no horizonte não trazem só água; elas trazem o prenúncio de dias de isolamento. Chove tanto, mas tanto, que a água parece não ter fim. O chão, que já não era dos melhores, fica liso que nem sabão.

Isso faz com que a Transamazônica não funcione como uma rodovia normal, contínua, onde você sai do ponto A e chega no ponto B de boa. Ela funciona como um sistema totalmente fragmentado. Cada pedacinho dela responde de um jeito diferente à mesma chuva. Um lado alaga, o outro vira barro, o outro desmorona.

E é justamente essa quebra toda que joga na nossa cara um ponto muito mais profundo. A grande sacada é: o verdadeiro desafio da BR-230 tá na falta de dinheiro pra fazer obra o suficiente? Ou o buraco é mais embaixo e a gente passou os últimos 50 anos escolhendo as soluções erradas pra aplicar nela?

Afinal, o Que Faltou na Transamazônica?

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Pra responder isso, a gente precisa dar uma voltinha rápida numa máquina do tempo. A Transamazônica nasceu lá na década de 1970, na época do governo militar. O objetivo no papel era lindo e muito claro: integrar o gigantesco território brasileiro construindo um corredor rodoviário colossal.

A ideia era juntar regiões que estavam totalmente isoladas do resto do mapa, dar um empurrãozão no desenvolvimento econômico e promover a ocupação de áreas que quase ninguém tinha explorado ainda. De fato, a gente tem que admitir, era uma proposta ambiciosa até dizer chega. Tinha um peso quase simbólico. Refletia aquele momento do Brasil em que construir infraestrutura gigante significava mostrar poder, expansão de território e deixar claro que o Estado tava presente ali no meio do mato.

O Sonho dos Anos 70 e a Dor de Cabeça de Hoje

Mas, como a gente bem sabe no Brasil, querer é uma coisa, fazer é outra completamente diferente. A execução da obra não conseguiu acompanhar nem de longe essa ambição toda. A abertura do caminho no meio da mata, derrubando árvore e passando trator, aconteceu até que de uma forma relativamente rápida. A galera rasgou a selva. Só que a pavimentação, o tal do asfalto, ah, esse ficou com preguiça e não avançou no mesmo ritmo.

Com o passar das décadas, a conta chegou. Vieram as limitações orçamentárias (leia-se: faltou grana), os governos foram mudando e as prioridades políticas também. E, pra piorar, os próprios desafios ambientais e violentos da Amazônia foram interrompendo a continuidade do projeto. A natureza lutava de volta. O resultado dessa salada toda? Uma rodovia manca, incompleta em diversos trechos, um projeto pela metade.

E o mundo não parou de girar, né? Enquanto a estrada ficava lá abandonada em várias partes, a demanda só aumentava. A população cresceu. O transporte de carga se intensificou absurdamente por causa do agro. Cidades inteiras, populações gigantes, se estabeleceram às margens desse eixo. A economia local passou a depender diretamente e exclusivamente da rodovia pra sobreviver. O que antes era só uma promessa romântica de integração, se tornou a única salvação, uma infraestrutura totalmente essencial. Mas adivinha? Fizeram a casa sem alicerce. A rodovia não tinha a base necessária pra suportar essa carga toda.

E aí, o problema trocou de roupa. Mudou de natureza. Já não era mais só a dor de não ter asfalto. Era o desespero de perceber que o jeito que eles construíam as coisas lá era completamente inadequado. Tentar aplicar as soluções tradicionais de engenharia, aquelas que funcionam muito bem no asfalto de São Paulo ou do Paraná, num território cheio de solos instáveis, com chuvas que parecem o dilúvio, uma umidade que te faz suar só de respirar e quase nenhuma capacidade de dar manutenção depois… bem, isso começou a mostrar limites muito rápido.

O asfalto comum, quando colocavam, se esfarelava e se degradava numa velocidade assustadora. A manutenção precisava ser constante, tipo, tapar buraco todo mês. O custo, que deveria ser um gasto só na hora de fazer a obra, deixou de ser pontual e passou a ser um ralo de dinheiro eterno. Um gasto recorrente que não resolve o problema nunca.


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Falando em manutenção constante e dor de cabeça que não acaba nunca… Como é que tá a TI da sua empresa, hein? Você tá tapando buraco na sua infraestrutura de tecnologia todo dia igual o pessoal fazia no asfalto velho da Transamazônica? Se o seu servidor trava mais que caminhão na lama e a sua rede cai toda vez que chove, cê tá perdendo tempo e dinheiro.

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A Mágica do CCR (Concreto Compactado com Rolo)

NOVO CONCRETO QUE VAI MUDAR A TRANSAMAZÔNICA

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Foi bem nesse momento de caos total que a pergunta mudou. O pessoal do governo e os engenheiros deixaram de perguntar “quando a gente vai pavimentar?” e passaram a quebrar a cabeça com “como diabos a gente vai construir uma rodovia que aguente o tranco num território que trabalha 24 horas por dia pra destruir ela?”.

Colocar asfalto na Transamazônica hoje não significa mais só jogar uma meleca preta e quente por cima da BR-230. Significa que a gente tem que escolher uma tecnologia bruta, casca-grossa, capaz de aguentar pancada de chuva intensa o ano todo, solo afogado em água, caminhão bitrem pesadão lotado de soja, distâncias logísticas que dão volta ao mundo e, o pior de tudo, a dificuldade absurda de fazer reparos no meio do nada.

A motivação de trazer o CCR pra mesa de discussão não é só uma birra de “ah, vamos trocar asfalto por concreto porque é mais bonito”. É responder a uma questão técnica muito, mas muito mais profunda. Como pavimentar e, principalmente, manter uma rodovia viva numa região onde o combo chuva intensa, calor de rachar, logística impossível e falta de manutenção faz qualquer asfalto convencional chorar e pedir arrego.

Por Que o Asfalto Comum Pede Arrego na Amazônia?

O asfalto normal, que a gente chama de pavimento flexível, é muito bom pra muita coisa. Mas ele odeia água. A água é o veneno dele. Na Amazônia, a água não é só um charminho, um detalhe do projeto. Ela é a dona da casa, é o principal agente de destruição da estrada. A chuva entra pelas trincas do asfalto, amolece a terra lá embaixo, e quando o pneu do caminhão passa, a pressão faz o asfalto afundar e estourar de baixo pra cima. É física pura e simples.

Como Funciona Esse Tal de CCR na Prática?

De fato, o CCR não veio pra expulsar as outras técnicas e reinar sozinho. Mas ele muda totalmente a regra do jogo naqueles trechos que a gente chama de críticos, onde o bicho pega de verdade. Em vez de usar uma estrutura flexível que entorta e deforma com o peso e a água, a engenharia usa o CCR pra criar uma laje, uma camada rígida pra caramba.

Imagina só: eles pegam uma mistura de cimento, areia e brita, só que com bem pouquinha água, quase seco. Aí eles espalham isso no chão de um jeito muito controlado. Depois, vêm uns rolos compressores gigantes, aqueles vibratórios pesadões, e começam a esmagar e compactar esse material. Bum, bum, bum! O negócio fica duro que nem pedra. Essa placa rígida distribui o peso gigantesco dos caminhões por uma área muito maior lá embaixo no solo. Isso reduz drasticamente aqueles afundamentos e valetas que se formam na pista.

Mas ó, não é bagunça não. A aplicação do CCR é enjoada. Exige que a água da mistura seja na medida exata (baixo teor de água), o espalhamento não pode ter calombo, a compactação tem que ser contínua, sem parar. A base de terra embaixo dele tem que ser muito bem feita, a sub-base tem que ser estável, e a drenagem tem que ser nível Deus. A água da chuva tem que bater nele e escorrer pras laterais, sumindo da pista. Além disso, o controle tecnológico, que são os testes pra ver se o concreto tá bom mesmo, tem que ser rigoroso demais. É trabalho pra profissional.


DICA DO MICHEL PRA QUEM PEGA ESTRADA!

Já que a gente tá falando de não ficar na mão no meio do nada, se você é do tipo que pega estrada, faz trilha ou simplesmente não quer passar perrengue quando o carro der ruim na chuva… Você precisa ter um kit de emergência de vergonha na cara!

Sabe aquela hora que o pneu fura no meio do barro e seu macaco original enverga todo? Um terror. Eu achei na Shopee um Macaco Hidráulico Tipo Garrafa (Super Reforçado) e umas Lanternas de Cabeça de Alta Potência que custam uma pechincha e salvam a sua pele na hora do sufoco noturno. Não vacila. Garante o seu kit agora mesmo, entrega rapidinho e o preço tá ridículo de bom!
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Muito Mais Que Só Jogar Concreto no Chão

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Hoje, a Transamazônica opera, como eu falei lá no começo, como um corredor todo quebrado. Tá dividida num monte de frentes de obra diferentes, cada uma com um nível de avanço, uma prioridade política e um tamanho de problema. Nos últimos anos, o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) resolveu parar de apagar incêndio e concentrou a força deles em três pilares principais pra arrumar a casa.

São eles:

  1. Substituição de estruturas críticas: Trocar o que tá caindo aos pedaços.
  2. Recuperação de segmentos degradados: Arrumar onde o asfalto já virou pó.
  3. Avanço gradual da pavimentação: Colocar asfalto (ou concreto) novo nos pedaços estratégicos lá no estado do Pará.

Pontes de Madeira Dando Tchau

Deixa eu te dar um exemplo que é a cara do Brasil que dá certo. Uma das obras mais absurdas e emblemáticas que tá rolando é a ponte sobre o rio Xingu. Fica lá no quilômetro 571 da BR-230, no trecho entre Anapu e Vitória do Xingu. Pensa numa obra grande! São quase 700 metros de ponte cortando o riozão, com um investimento que passa dos R$ 405,6 milhões de reais. Caramba, é muito dinheiro! A obra já passou da metade, com as partes da estrutura e da superestrutura subindo rápido.

Mas o legal não é só o tamanho dela. Mais do que ser só uma ponte de concreto pra atravessar água, essa construção acaba de vez com um “ponto de ruptura operacional”. Em português claro: tira aquela dependência chata e demorada das balsas. Antes, o cara chegava de caminhão, tinha que entrar numa fila que não andava, esperar horas pela balsa, pagar caro, pra só depois continuar a viagem. Agora é acelerar e passar direto. Isso prova que a Transamazônica não precisa só de chão duro; ela precisa não ter interrupções.

Outra jogada mestre que tá rolando é arrancar fora aquelas pontes velhas de madeira que metiam medo até em fantasma. Tão trocando tudo por estruturas definitivas feitas de concreto armado. Pouco tempo atrás, saiu a autorização pra erguer 15 pontes de concreto novinhas em folha na BR-230, lá no Pará. Isso acaba com aquelas travessias frágeis que vivem quebrando, interrompendo a estrada e tirando toda a confiança de quem precisa usar a rota.

De Rurópolis a Medicilândia: O Trecho do Desespero

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Se tem um lugar onde o filho chora e a mãe não vê, é o pedaço entre as cidades paraenses de Rurópolis e Medicilândia. É considerado um dos trechos mais sensíveis e terríveis de toda a Transamazônica. Quando chega o período das chuvas, meu amigo, o tráfego vira um jogo de sobrevivência. Cargas milionárias ficam presas, serviços básicos de saúde não chegam, e a vida de quem mora lá vira um inferno diário.

O negócio ficou tão largado, mas tão precário, que o Ministério Público Federal teve que entrar no meio, bater na mesa da Justiça e exigir que obras urgentes fossem feitas pra salvar o povo. É desesperador.

Aí a gente pula lá pro estado do Amazonas, e o bicho pega mais forte ainda. A distância pros grandes centros de materiais de construção, somada ao clima que não dá trégua, faz o custo de qualquer obrinha ir parar nas nuvens e demorar o triplo do tempo. Um baita exemplo disso é um contrato recente de manutenção de um trecho de uns 126 km por lá. Os caras tão colocando mais de R$ 180 milhões de reais só pra recuperar a estrada, só pra tentar deixar ela utilizável de novo.

Esses contratos milionários provam por A mais B uma verdade dolorida: manter a Transamazônica funcionando hoje custa tão caro, ou até mais, do que construir ela do zero.

E é exatamente aqui que o nosso protagonista, o Concreto Compactado com Rolo (CCR), volta brilhando pros holofotes da nossa conversa. Pensa comigo: se numa rodovia a manutenção é caríssima, demora séculos pra ficar pronta e é um parto pra levar máquina e gente pra lá, adotar uma solução que dura décadas sem precisar de reparos grandes pode ser a salvação da lavoura. Significa ter a estrada sempre aberta, logística que dá pra confiar o relógio, e muito, mas muito menos dependência daquelas obras de emergência tapa-buraco que só servem pra gastar nosso imposto.

O Verdadeiro Preço de Vencer a Selva (E Por Que Custa Caro)

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Só que a gente tem que ser honesto: não tem almoço grátis, né? O tamanho desse desafio com o concreto é gigante. Pra fazer o CCR funcionar, a fábrica de cimento e brita precisa estar perto da obra, ou a logística de levar material tem que ser nível militar. A janela de tempo pra jogar o concreto no chão e compactar é curtinha antes dele secar, então não dá pra enrolar. A força da compactação do rolo tem que ser cirúrgica. E a drenagem da água, volto a repetir, tem que ser perfeita.

Por causa disso tudo, o CCR não é a pílula mágica que cura qualquer doença rodoviária. Ele tem que ser visto como uma peça de engrenagem num sistema muito maior. O que a gente vê hoje na Transamazônica é a engenharia brasileira apanhando, mas aprendendo. É a evolução acontecendo ao vivo. Eles tão adaptando as teorias dos livros pras condições brutas do mundo real. Cada decisão técnica que eles tomam hoje lá no barro vai definir se essa estrada vai durar 20 anos ou se vai esfarelar na próxima chuva.

Barato Que Sai Caro vs. Caro Que Resolve

Pra você que tá lendo entender o impacto do que a gente tá falando, bora colocar a engenharia numa balança que a gente conhece, falando de dinheiro.

Vamos olhar pras grandes cidades. Uma obra colossal, tipo a Linha 4-Amarela do metrô lá em São Paulo. O custo de um quilômetro de túnel de metrô passa fácil de 1 bilhão de reais! É muito zero. Isso acontece por causa da complexidade de cavar embaixo de prédio, desviar tubulação de esgoto, controlar a terra pra não afundar a cidade, etc. Só pra você ter uma noção maluca: 1 bilhõezão dá pra comprar, num preço médio de 75 mil reais, uns 13.000 carros populares novinhos em folha. Isso em apenas um quilômetro de obra de metrô. Loucura, né?

Mas na estrada de asfalto, o bolso dói um pouco menos. Fazer um asfalto tradicional no Brasil custa, na média, de 3 milhões a 10 milhões de reais por cada quilômetro. Se for um projeto mais invocado, tipo fazer pista dupla ou cortar montanha, a conta sobe pra uns 15 a 18 milhões por quilômetro. Ainda é muita grana! A cada 10 km construídos, a gente tá falando do valor de uns 400 a até 1.300 daqueles carros populares.

E aí que tá o pulo do gato do CCR. Na hora de assinar o cheque pra construir, a solução do concreto compacto com rolo quase sempre é mais cara que o asfalto comum flexível. Pesa no bolso de cara, principalmente por causa do inferno que é a logística de levar tanto cimento pro meio da Amazônia e da necessidade de equipamentos pesados pra testar o concreto na hora.

Mas a mágica, o verdadeiro retorno desse investimento, só aparece no longo prazo. É o famoso ciclo de vida. O concreto tem uma durabilidade brutal. Ele não cria calombo, não deforma sob o pneu quente do caminhão, e a necessidade de mandar equipe lá tapar buraco cai drasticamente. Na real, a escolha que o governo tem que fazer é a seguinte: você prefere gastar um pouco menos hoje e passar as próximas 5 décadas rasgando dinheiro com manutenção? Ou prefere engolir o choro, pagar mais caro hoje, e ter paz pelas próximas gerações? O barato, na Amazônia, sai estupidamente caro.

O Impacto na Vida do Caminhoneiro e na Economia do Brasil

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Se o governo usar a cabeça e aplicar esse concreto forte de forma inteligente nos piores trechos, o CCR pode virar o jogo na Transamazônica. Ele transforma uma roleta-russa num relógio suíço. A rodovia fica mais previsível, mais estável.

E sabe o que significa quando não tem buraco na pista? Significa que a viagem acaba mais rápido. O caminhoneiro consegue dormir em casa. A confiabilidade das transportadoras sobe de nível. E o custo do frete, meu amigo, cai lá pra baixo.

Presta atenção nesse dado da CNT (Confederação Nacional do Transporte): rodar numa estrada toda esburacada faz o custo de operação do caminhão disparar. A suspensão quebra, o pneu rasga, gasta mais combustível. Nos cenários de terror como a Transamazônica na lama, esse custo pode aumentar em mais de 30%. E quem paga a conta desses 30% a mais? Exatamente, você e eu, lá na prateleira do supermercado.

Imagina se essa ideia de usar o CCR se espalha. Os ganhos pro Brasil seriam absurdos. Aquelas regiões esquecidas, isoladas do mundo, finalmente passariam a ter uma via de mão dupla real com os grandes centros de consumo e produção. A soja escoa mais rápido, o remédio chega na hora, a economia local floresce.

A Engenharia Que Pensa Antes de Agir

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Mas não se iluda achando que é moleza. O tamanho da recompensa é do tamanho do problema. O avanço que o Brasil precisa dar agora não é só em descobrir um material novo. É mudar a mentalidade de como a gente enxerga a rodovia. A Transamazônica não tá gritando por asfalto. Ela tá implorando por uma engenharia que saiba conversar com o território onde ela tá enfiada.

O CCR surge como um baita de um aliado, entregando a resistência de um tanque de guerra e a previsibilidade que todo mundo sonha. Mas, novamente, não é o salvador da pátria trabalhando sozinho.

O grande, o verdadeiro desafio dessa parada toda, tá na integração das três fases sagradas: o projeto muito bem feito, a execução impecável da obra, e a manutenção constante. Porque, no frigir dos ovos, a meta não é só cortar a fita vermelha na inauguração e aparecer na TV. A meta é fazer a rodovia aguentar a porrada do dia a dia, 365 dias por ano, não importa se tá fazendo sol de 40 graus ou caindo um dilúvio que parece o fim do mundo.

E Aí, Vale a Pena o Investimento Milionário?

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E você que chegou até aqui comigo no fim desse artigo gigantesco? Primeiramente, parabéns pela paciência e muito obrigado pela leitura!

Mas eu quero saber o que se passa na sua cabeça. Você acha que socar dinheiro e aplicar a tecnologia do CCR na Transamazônica é o caminho certo? Tá na cara que cada quilômetro de concreto significa um investimento violento dos nossos impostos. A conta inicial assusta. Mas, olhando lá na frente, num horizonte de médio a longo prazo, eu boto a minha mão no fogo que compensaria cada centavo gasto. O fim do sofrimento da lama não tem preço.

Mas e você? Concorda com o Michel aqui? Ou acha que isso tudo é loucura e jogar dinheiro no mato? Se não for o concreto, qual seria a mágica pra dar um jeito nesse pepino que o Brasil arrasta desde os anos 70?

A estrada do futuro tá sendo pavimentada hoje, e as decisões pesam toneladas. Pensa nisso na próxima vez que vir a foto de um caminhão atolado até a gabine. O fim da lama é possível, só falta botar a mão na massa (ou no concreto, nesse caso).

Eu vou ficando por aqui. Um abraço do Michel, dirija com cuidado, não esquece de arrumar a TI da sua empresa lá com a Netadept, garantir sua lanterna na Shopee, e a gente se vê no próximo texto! Fui!

Veja nosso vídeo no Youtube: https://youtu.be/gwBc9Wszkyw/

Michel Casquel

Michel Casquel

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