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Rua Bazilio da Silva, 209 - Apto 131-B - CEP: 05545-010 - São Paulo -SP
CNPJ: 32.412.810/0001-41
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Você já parou para pensar na Islândia? Aquela ilha nórdica, isolada lá no topo do mapa, onde o frio é de rachar e a natureza parece ter tomado esteroides. Se você fechar os olhos e imaginar a paisagem islandesa agora, provavelmente vai ver vulcões, gelo e, claro, muito vento.
Mas põe vento nisso! Vruuuuum.
É aquele tipo de ventania que não só despenteia o cabelo, mas arranca a porta do carro se você não segurar firme. Pois é, cara. A Islândia é, sem sombra de dúvidas, um dos lugares com maior potencial eólico do planeta Terra. O vento lá é constante, forte e, tecnicamente, uma mina de ouro de energia limpa esperando para ser colhida.
Então, você olha para o horizonte islandês esperando ver aquelas gigantescas turbinas brancas girando alegremente, certo? Errado. Elas são tão raras quanto um dia de verão no polo norte.
E aí surge a grande dúvida que deixa qualquer entusiasta de sustentabilidade com a pulga atrás da orelha: Por que raios a Islândia ignora quase completamente a energia eólica?
A resposta não é simples, e te garanto, é uma daquelas histórias onde o óbvio esconde um segredo fascinante. Segura na cadeira (porque o vento tá forte) e vem comigo desvendar esse mistério elétrico.

Vamos começar com uma ironia digna de um romance clássico. A Islândia tem tanto vento que chega a ser um incômodo. É como se a natureza estivesse gritando: “Ei! Usem isso aqui!”. Mas os islandeses, com aquela calma estoica de quem convive com vulcões ativos, simplesmente dão de ombros.
Para se ter uma ideia, a Islândia produz quase 100% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis. Sim, você leu certo. Eles são os reis da energia verde. Mas a fatia da energia eólica nesse bolo? É praticamente uma migalha. Estamos falando de algo irrisório, quase estatístico.
É como ter uma Ferrari na garagem e preferir andar de bicicleta. Parece loucura, né? Mas quando a gente olha debaixo do capô da economia e da geologia desse país, a gente percebe que a “bicicleta” deles, na verdade, é um jato supersônico disfarçado.
O motivo principal pelo qual o vento é deixado de lado é um prenúncio do que vamos discutir a seguir: a Islândia já ganhou na loteria geológica muito antes de alguém inventar uma turbina eólica moderna.

Aqui a coisa fica quente. Fsssss. Consegue ouvir o chiado do vapor?
A Islândia não é chamada de “Terra do Gelo e do Fogo” à toa. Debaixo daqueles campos de lava cobertos de musgo fofo, existe um monstro de calor. O país está sentado bem em cima da Dorsal Mesoatlântica, uma daquelas cicatrizes tectônicas onde a Terra está literalmente se abrindo.
Isso significa que o calor do manto terrestre está ali, pertinho da superfície. É como se o chão fosse uma panela de pressão prestes a apitar.
Por que a Islândia quase não usa energia eólica?
Olha só a sacada: para que gastar milhões construindo torres de aço gigantescas para pegar vento, se você pode simplesmente fazer um buraco no chão e ter vapor quente saindo de graça, 24 horas por dia, 7 dias por semana?
A energia geotérmica na Islândia é absurdamente barata e eficiente. Eles usam essa água quente para tudo. Gerar eletricidade? Confere. Aquecer as casas? Confere. Aquecer a piscina municipal onde a galera relaxa depois do trabalho? Confere também.
Mas não para por aí. Além do fogo, tem o gelo. A Islândia é cheia de geleiras colossais. Quando o verão (tímido) chega, ou quando os vulcões dão uma esquentada por baixo, esse gelo derrete. E para onde vai essa água? Para rios caudalosos e cachoeiras violentas.
Aí entram as hidrelétricas. Elas são a espinha dorsal da energia islandesa, fornecendo cerca de 70% a 75% da eletricidade do país. A geotérmica cobre o resto.
Então, meu amigo, a resposta curta para “por que não usar eólica?” é uma hipérbole da realidade: eles não precisam. O mercado de energia lá está saturado. É como tentar vender gelo para esquimó ou areia no deserto. A oferta de energia barata, estável e renovável já é gigantesca.

Agora, vamos bancar o advogado do diabo. Digamos que a Islândia quisesse, por puro capricho, instalar uns parques eólicos. “Ah, vamos diversificar!”, diria um político animado.
Aí eles esbarrariam em um problema que soa como uma piada de mau gosto: tem vento demais.
O clima na Islândia não é para amadores. Não é aquele ventinho gostoso de fim de tarde na praia. Estamos falando de tempestades que fariam um furacão tropical parecer uma brisa suave.
As rajadas de vento no inverno islandês são violentas, caóticas e imprevisíveis. Uma turbina eólica tem limites operacionais. Se o vento for forte demais, ela precisa ser desligada e travada para não se despedaçar. Imagine investir milhões em um equipamento que precisa ficar desligado justamente quando o “combustível” (o vento) está mais abundante? É jogar dinheiro fora.
E tem mais um vilão nessa história: o gelo.
Lembra que é frio? Pois é. Quando você combina umidade alta, vento forte e temperaturas abaixo de zero, acontece um fenômeno aterrorizante para a engenharia chamado congelamento atmosférico.
O gelo se acumula nas pás da turbina. Crac, crac. Isso altera a aerodinâmica, diminui a eficiência e, no pior dos cenários, transforma a turbina em uma catapulta de gelo, arremessando pedaços sólidos a distâncias perigosas. Manter essas máquinas funcionando no inverno islandês é uma batalha constante contra os elementos. É Davi contra Golias, só que Golias é feito de ventania e granizo.

Vamos falar de grana, bufunfa, faz-me-rir. No fim do dia, é isso que move o mundo, né?
A energia na Islândia é ridiculamente barata para os padrões europeus. As usinas hidrelétricas e geotérmicas têm um custo inicial alto de construção, claro, mas depois que estão prontas? O custo de operação é baixíssimo. A “água combustível” cai do céu e o “calor combustível” vem do inferno. É praticamente lucro líquido.
A energia eólica, por outro lado, ainda é uma tecnologia relativamente cara se comparada a usinas hidrelétricas já amortizadas (aquelas que já se pagaram há décadas).
Para a Islândia investir pesado em eólica agora, o preço da eletricidade gerada pelo vento teria que competir com o preço da hidreletricidade existente. E adivinha? Não compete. É uma matemática simples que não fecha.
Além disso, a manutenção. Consertar uma turbina no meio de um campo de lava no inverno, com ventos de 100 km/h, não é só difícil; é caro para dedéu. A logística de levar guindastes gigantes para áreas remotas e sem estradas asfaltadas é um pesadelo logístico.
Portanto, economicamente falando, a energia eólica na Islândia é, por enquanto, o “primo pobre” das renováveis. Ninguém quer convidar para a festa porque ele não traz nada que os outros convidados (água e calor) já não tragam em abundância e com mais estilo.

Aqui entra um ponto técnico que muita gente esquece, mas que é crucial. A Islândia é uma ilha.
“Dã, claro que é uma ilha”, você diz. Mas energeticamente falando, isso é um problemão.
A maioria dos países da Europa tem suas redes elétricas conectadas. Se a Alemanha produz pouca energia eólica hoje, ela pode comprar energia nuclear da França. É uma grande teia de aranha onde todo mundo se ajuda.
A Islândia está sozinha nessa. Isolada no meio do Atlântico Norte. Não tem cabo submarino ligando eles à Europa (ainda).
A energia eólica é famosa por ser intermitente. O vento sopra, a energia vem. O vento para, a energia corta. Vupt.
Em uma rede isolada e pequena como a da Islândia, essa flutuação é perigosa. Se você colocar muita energia eólica instável na rede, corre o risco de causar apagões ou instabilidade na frequência.
As usinas hidrelétricas e geotérmicas fornecem o que chamamos de energia de base. Elas são estáveis, constantes, confiáveis. São como aquele amigo que nunca falta ao trabalho. A eólica é o amigo baladeiro que às vezes aparece cheio de energia, às vezes nem atende o telefone.
Para integrar a energia eólica em grande escala, a Islândia precisaria gastar uma fortuna modernizando sua rede para lidar com esses picos e vales de produção. E, de novo, voltamos à questão do dinheiro: pra quê gastar isso tudo se o sistema atual funciona como um relógio suíço?

Agora, vamos tocar no coração dos islandeses. Eles amam sua terra. E com razão! O lugar é lindo de morrer. Cachoeiras despencando de penhascos, campos de lava negra cobertos de musgo verde-neon, montanhas que parecem desenhadas por um artista.
A economia da Islândia mudou muito nas últimas décadas. Antes era só pesca. Hoje? Turismo é rei. Milhões de pessoas viajam para lá todo ano para ver essa natureza intocada, selvagem, bruta.
Imagine você dirigir pela famosa Ring Road, aquela estrada que dá a volta na ilha, esperando ver paisagens dignas de “Game of Thrones”, e dar de cara com centenas de torres de metal de 100 metros de altura girando no horizonte.
Quebra o clima, né?
Existe uma resistência social enorme contra a “poluição visual” das turbinas eólicas. Os islandeses protegem suas vistas panorâmicas com unhas e dentes. Para muitos, colocar parques eólicos nessas áreas selvagens seria como pichar o teto da Capela Sistina. É um sacrilégio.
A hidreletricidade também tem impacto ambiental, claro (represas alagam áreas), mas muitas das grandes usinas ficam nas terras altas, longe dos olhos da maioria dos turistas e das cidades. A geotérmica é relativamente compacta e o vapor até dá um charme místico à paisagem.
Já as turbinas eólicas… bom, elas são difíceis de esconder. Elas são os elefantes na sala. E na sala de estar da Islândia, a decoração é minimalista e natural.

Apesar de tudo isso que eu te contei – o custo, o clima monstro, a rede isolada e a beleza natural – a história pode ter uma reviravolta. Um plot twist.
A demanda por energia na Islândia não para de crescer. E não é porque os islandeses estão comprando mais torradeiras. É por causa da indústria pesada e, mais recentemente, dos data centers e da mineração de criptomoedas.
O frio da Islândia é perfeito para resfriar servidores de computador, e a energia barata atrai empresas de tecnologia do mundo todo. Além disso, a frota de carros está virando elétrica numa velocidade impressionante.
A Landsvirkjun, a empresa nacional de energia (tente falar esse nome três vezes rápido), já está de olho no vento. Eles sabem que as opções hidrelétricas e geotérmicas não são infinitas. Já represaram os rios principais e furaram os melhores pontos de calor. Para crescer mais, vão precisar de algo novo.
Existe um projeto chamado Búrfellslundur. Seria o primeiro grande parque eólico da Islândia. Ele ficaria perto de usinas hidrelétricas já existentes, o que ajudaria a aproveitar a infraestrutura e a “suavizar” a intermitência do vento usando a água das represas como bateria.
A ideia é usar o vento quando ele sopra (poupando a água da represa) e usar a água quando o vento para. Uma simbiose perfeita.
Mas o projeto avança a passos de tartaruga. A burocracia, os estudos de impacto ambiental e a preocupação pública com a paisagem seguram as rédeas. É um “vai ou não vai” que se arrasta há anos.

Então, voltamos à pergunta inicial: Por que a Islândia quase não usa energia eólica?
A resposta surpreende porque vai contra o senso comum da “Revolução Verde”. No resto do mundo, lutamos desesperadamente para construir turbinas e salvar o planeta. Na Islândia, eles se dão ao luxo de dizer “não, obrigado”, porque já salvaram a parte deles usando o fogo e a água.
É uma mistura curiosa de bênção geológica, pragmatismo econômico e amor pela paisagem.
A Islândia é como aquele aluno prodígio que tirou nota 10 na prova sem precisar estudar o capítulo sobre energia eólica. Eles já passaram de ano.
No entanto, o futuro é uma caixinha de surpresas. Pode ser que, daqui a dez ou vinte anos, ao visitar a ilha, você veja aquelas hélices brancas cortando o céu cinzento, trabalhando em harmonia com os vulcões e as geleiras.
Mas, por enquanto, o vento na Islândia continua livre. Ele uiva, empurra, congela e corre solto pelos fiordes, sem pagar pedágio para ninguém. E, cá entre nós, existe uma certa poesia selvagem nisso tudo, não acha?
A natureza lá continua indomável, e talvez, só talvez, seja melhor deixar assim. Afinal, em um mundo tão cheio de máquinas, ouvir apenas o som do vento batendo nas pedras é um luxo que o dinheiro – e a eletricidade – não podem comprar.
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