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Rua Bazilio da Silva, 209 - Apto 131-B - CEP: 05545-010 - São Paulo -SP
CNPJ: 32.412.810/0001-41
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Você já parou para pensar no que é, de verdade, o impossível? Para muita gente, impossível é ganhar na loteria ou fazer um gato gostar de tomar banho. Mas, para um grupo de engenheiros e sonhadores no Oriente Médio, na década de 1950, o “impossível” tinha um nome, um sobrenome e uma temperatura infernal: Deserto do Negev.
Imagine a cena: um lugar onde o sol não perdoa, castigando a terra rachada a 43ºC na sombra (se é que você acha uma sombra). Um lugar onde a chuva é uma lenda urbana que aparece, com sorte, umas duas semanas por ano. Um lugar que parece Marte, só que com gravidade normal e problemas terrenos. Pois é, meu amigo, era nesse cenário de filme pós-apocalíptico que Israel precisava não só sobreviver, mas prosperar.
Eles olharam para aquela imensidão de areia e disseram: “Sabe de uma coisa? Vamos passar um rio aqui”.
Não, você não leu errado. Eles não cavaram um poço. Eles não puxaram uma mangueira. Eles construíram um rio artificial de 12.000 km (somando toda a rede de distribuição) que corta o coração de um dos lugares mais secos do planeta. E, como se desafiar a geografia não fosse suficiente, eles decidiram desafiar a química também: pegaram a água salgada do mar e a transformaram em água doce.
Parece ficção científica? Parece mentira de pescador? Pois é, mas é engenharia pura, suor e uma dose cavalar de teimosia. Pega seu café (ou sua garrafinha de água, que você vai passar a valorizar muito mais a partir de agora) e vem comigo entender essa loucura.

Vamos contextualizar o perrengue. O Negev não é um desertinho qualquer. Ele cobre mais da metade do território de Israel.
Na época da fundação do Estado, em 1948, o primeiro-ministro David Ben-Gurion olhou para aquele mar de areia e soltou a famosa frase: “É no Negev que o povo de Israel será testado”.
E que teste, hein?
A ironia era de doer: a poucos quilômetros dali, o Mar Mediterrâneo lambia a costa com trilhões de litros de água. Mas, como diz o ditado, “água, água por todo lado, e nem uma gota para beber”. O sal tornava aquele recurso infinito completamente inútil para a agricultura.
As famílias que tentavam viver ali dependiam de caminhões-pipa. Era uma vida na conta do chá. Se o caminhão quebrasse, a sede batia na porta. A agricultura? Colapso total. O solo era tão seco que, se você chorasse, a lágrima evaporava antes de cair no chão. As reservas subterrâneas estavam secando mais rápido que poça d’água no asfalto quente.
Era preciso uma solução radical. Uma “gambiarra” de proporções bíblicas, mas feita com concreto e aço.
Para você ter uma ideia do drama, o solo do Negev é traiçoeiro. Não é só areia fofa de praia.
É uma mistura de loess (uma poeira fina), pedras e dunas que mudam de lugar conforme o vento sopra. Construir qualquer coisa ali é pedir para ter dor de cabeça.
Se você constrói uma estrada hoje, amanhã uma tempestade de areia soterra tudo. Se você cava um buraco, a parede desmorona. Era contra esse inimigo geológico que os engenheiros teriam que lutar.

Como Israel Fez Brotar um Rio no Meio do Deserto.
A proposta inicial soava como delirío de febre: trazer o mar para o deserto. Ou melhor, conectar o norte do país (onde chove e tem o Mar da Galileia, ou Lago Kinneret) ao sul esturricado.
Nasceu aí o projeto do National Water Carrier (o Transportador Nacional de Água).
Mas não pense que foi só riscar um mapa e mandar cavar. Antes de mover um grão de areia, eles precisaram “hackear” o terreno.
A equipe não foi lá com uma trena e boa vontade. Eles usaram tecnologia que, para a época (anos 50 e 60), era coisa da NASA:
Times inteiros acamparam no meio do nada, perfurando buracos de 30 metros de profundidade igual tatu, só para saber se o chão aguentaria o peso da estrutura. Eles precisavam desviar dos “corredores de vento”, aquelas avenidas invisíveis onde o vento canaliza e cria tempestades de areia capazes de enterrar um prédio de dois andares da noite para o dia.

Aqui começa a parte onde a engenharia vira arte. Como você constrói um canal de concreto pesadíssimo em cima de uma areia que se move?
Se eles simplesmente concretassem o chão, a areia embaixo se moveria com o tempo, o concreto racharia e a água vazaria. Adeus, rio.
A solução encontrada foi genial e contra-intuitiva: usar água para endurecer a areia.
Pode parecer maluquice gastar água no deserto para construir um canal de água, mas foi o pulo do gato.
O resultado? A areia fofa virava uma base dura, compacta, quase uma rocha. Só depois que essa “estrada” de areia endurecida secava e virava pedra sob o sol escaldante, é que a escavação real começava.

Bota o capacete de obra aí, porque os números são de cair o queixo. Todo santo dia, 70.000 toneladas de terra e areia eram removidas.
É o peso de uns 10 mil elefantes, removidos diariamente.
O canal principal foi desenhado em formato de “U”:
Mais de 1.200 homens — engenheiros, operários, motoristas — trabalhavam em turnos insanos, enfrentando aquele calor de 46ºC que cozinha o cérebro dentro do crânio.
Aqui entra o detalhe que separa os meninos dos homens na engenharia hidráulica. Bombear água gasta energia, e energia custa caro. O ideal é deixar a “Mãe Gravidade” fazer o trabalho pesado.
Mas como fazer a água descer centenas de quilômetros num terreno que parece plano? Com uma inclinação ridícula de pequena.
A queda projetada era de apenas 2,5 centímetros a cada 30 metros.
Pensa comigo: 2,5 cm é o tamanho de uma moeda. Se eles errassem o cálculo por um fio de cabelo, a água ficaria parada, estagnada, virando um criadouro de mosquitos gigante. Equipes de topografia com lasers mediam o terreno a cada 50 metros.
Era uma cirurgia a céu aberto na crosta terrestre.
O deserto tem sede.
Se você joga um balde d’água na areia do Negev, ela some em segundos. O solo chupa tudo.
Construir um canal aberto ali sem proteção seria inútil. A água seria absorvida antes de chegar ao destino. O leito do canal precisava ser vedado como um submarino.
Eles criaram uma “lasanha” de proteção:
Em trechos onde o solo era “podre” (instável), eles cravavam colunas de areia de 8 metros ou misturavam argila e cimento para criar uma fundação. Nada passava. Nem uma gota.
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Foram 15 anos de poeira, suor e dúvidas. Muita gente dizia que era jogar dinheiro fora (420 milhões de liras israelenses na época, uma fortuna).
Mas o dia chegou.
Imagine a tensão na sala de controle. Os engenheiros abriram as comportas. A água do Norte começou a descer, invadindo o leito seco, lambendo o concreto, avançando metro a metro rumo ao Sul.
Não houve explosão, houve fluxo. Quando a água chegou às comunidades do deserto, foi uma comoção. Velhos choravam. Crianças que nunca tinham visto tanta água junta corriam pelas margens. Dizem que o barulho da água correndo no canal soava como música clássica para os ouvidos dos agricultores.
O deserto não estava mais morto. Ele estava em coma induzido, e a água foi o despertar.
Mas a história não acaba no canal. O canal trouxe água do Norte (do Lago Kinneret), mas Israel cresceu, e a água do lago não era infinita. Se tirassem demais, o lago secaria (e quase secou!).
Foi aí que entrou a “mágica” moderna: A Dessalinização.
O transcrito menciona algo incrível: pegar a água do mar e tirar o sal. Parece alquimia, mas é Osmose Reversa.
Hoje, grande parte da água que corre nas torneiras de Israel vem do mar. Eles beberam o oceano.
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O artigo não estaria completo sem falar de como eles usam essa água. Jogar água pro alto com mangueira no deserto é burrice: ela evapora antes de tocar a planta.
Um engenheiro chamado Simcha Blass notou algo curioso um dia: uma árvore gigante crescia perto de um cano que tinha um vazamento minúsculo. Ploc, ploc, ploc. Gota a gota.
Ele teve um “estalo”: e se a gente der água direto na raiz, gota a gota, em vez de molhar a terra toda?
Nasceu o gotejamento (Drip Irrigation).
Tubos de plástico com furinhos calibrados que levam a água e o nutriente direto na boca da planta. Eficiência de 95%. No Brasil, a gente joga água com balde e perde metade. Em Israel, cada gota tem CPF e endereço certo.
O impacto visual é chocante. Se você olhar no Google Earth, vê a linha divisória entre o deserto amarelo e as manchas verdes geométricas de Israel.
Cidades inteiras surgiram ao redor desse “rio”. Escolas, indústrias, vida. O mapa do país foi redesenhado não por guerras, mas por tubulações.
O que a gente aprende com isso? O Brasil tem a maior reserva de água doce do mundo e, mesmo assim, passamos perrengue com secas no Nordeste ou crises hídricas no Sudeste.
Israel provou que escassez não é destino, é ponto de partida.
Eles não tinham recursos, então usaram o cérebro.
Eles não tinham água, então fabricaram.
Eles não tinham solo fértil, então inventaram.
A “Megaobra Impossível” não foi apenas sobre concreto e canos.
Foi sobre a recusa teimosa de um povo em aceitar o “não” da natureza. Foi a vitória da engenhosidade humana sobre a hostilidade do ambiente.
Então, da próxima vez que alguém disser que algo é “impossível” no seu trabalho ou na sua vida, lembre-se do rio que brotou na areia fervendo. O impossível é só uma questão de engenharia, tempo e uma boa dose de coragem.

Veja o video completo no YouTube: https://youtu.be/0Jehdc9JrK0/
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