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Rua Bazilio da Silva, 209 - Apto 131-B - CEP: 05545-010 - São Paulo -SP
CNPJ: 32.412.810/0001-41
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Senta aí, pega um café ou uma cerveja, porque o que eu vou te contar agora parece roteiro de filme, mas aconteceu de verdade. E não é aqueles filmes clichês não, é coisa de louco mesmo. Sabe aquela fantasia que todo mundo tem de encontrar um código secreto para ter dinheiro infinito no The Sims ou no GTA? Pois é. Um cara normal, gente como a gente, descobriu isso na vida real. Sem hackear o Pentágono, sem usar máscara de ladrão e sem apontar uma arma para ninguém.
O nome da lenda é Dan Saunders. E a história dele vai fazer você questionar tudo o que sabe sobre bancos, segurança e, principalmente, sobre a natureza humana.

Vamos voltar para 2011. O cenário é Wangaratta, uma cidadezinha rural na Austrália que, sinceramente, não tem nada demais. É aquele tipo de lugar onde todo mundo conhece todo mundo. O nosso protagonista, Dan, tinha 29 anos na época. Ele era aquele cara “média”. Sabe o brother que é gente boa, curte tomar uma com a galera, trabalha num bar, mas não tem grandes ambições de virar o CEO da Apple? Esse era o Dan.
Ele tinha se mudado para lá para ficar perto da noiva. Trabalhava duro, mas a grana era curta. Aquele velho perrengue que a gente conhece bem. Numa noite específica, ele saiu do trabalho e foi encontrar um amigo, o Mark, para tomar umas.
A noite tava boa, a conversa fluindo, o álcool subindo… até que chegou aquele momento tenso: a hora de pagar a rodada.
O Dan sabia que a conta dele tava mais seca que o deserto do Atacama. Ele tinha, pasmem, três dólares na conta. O cartão de crédito? Estourado. Faltavam uns cinco dólares para bater no teto do limite. Mas, né, o cara já tava meio “pra lá de Bagdá”, com a cachaça na mente, e resolveu tentar a sorte.
Ele saiu cambaleando do bar e foi até um caixa eletrônico do National Australia Bank (NAB). E é aqui, meus amigos, que a mágica acontece. É aqui que o destino olhou para o Dan e disse: “Hoje não, amigão. Hoje você brilha”.
Eram 00:11 da madrugada. Dan, meio tonto, coloca o cartão. Saldo: $3. Ele tenta sacar 200 conto. A máquina, óbvio, diz “não”. Negado.
Aí ele teve uma ideia de bêbado – que geralmente são péssimas, mas dessa vez foi genial. Ele pensou: “Vou tentar transferir 200 dólares do meu cartão de crédito para a conta corrente”. Lembra que o cartão de crédito também tava estourado? Pois é. A máquina deu erro e cuspiu o cartão com aquela mensagem chata de “transação cancelada”.
Só que o Dan, teimoso, resolveu checar o saldo da conta corrente de novo. E, voilà! O saldo mostrava $203.
Espera aí. Como assim?
A máquina disse que a transferência falhou, mas o dinheiro apareceu na conta? O Dan não questionou a lógica do universo naquele momento. Ele sacou a grana, voltou para o bar e continuou bebendo como se não houvesse amanhã. Porque, na cabeça dele, talvez fosse só um erro bobo que ele resolveria depois.
Na volta para casa, de madrugada, a curiosidade bateu. Ele parou em outro caixa eletrônico. Tentou de novo. Transferiu mais dinheiro do crédito “sem fundo” para a conta. A mensagem de erro apareceu de novo (“transação cancelada”), mas o saldo subiu. Ele sacou mais 400. Depois mais 600. Depois 800.
A máquina tava cuspindo dinheiro como se fosse uma fonte dos desejos quebrada. Ele foi para casa com a carteira estufada de notas, parecendo um traficante de filme, e apagou na cama.

No dia seguinte, a ressaca moral bateu forte. Ele pensou: “Caraca, o banco vai comer meu fígado”. Ele ligou para o saldo telefônico, esperando ouvir que ele devia até a alma. Mas o saldo? Continuava positivo.
O que o Dan descobriu – e ele só foi entender a mecânica da coisa depois – foi uma falha grotesca, um buraco negro no sistema do banco NAB.
Presta atenção na malandragem técnica (que foi pura sorte):
Entre a meia-noite e 1 da manhã (e às vezes até as 3 da manhã), os caixas eletrônicos do banco entravam num modo de “manutenção” ou “standby”. A rede principal do banco se desconectava das máquinas de rua para fazer backup e atualizações.
Só que, para não deixar os clientes na mão na madrugada, a máquina era programada para aprovar tudo offline e “anotar” para processar depois. Quando o Dan pedia para transferir dinheiro do crédito para o débito, a máquina não conseguia verificar se ele tinha limite. Então ela “acreditava” nele, liberava o saldo na conta corrente para saque, mas – e aqui está o pulo do gato – como a transação dava “erro” no final, o sistema não registrava a dívida no cartão de crédito imediatamente.
Era um loop perfeito. Um bug no sistema.
Pausa rápida para um papo sério: Você já imaginou se a sua empresa tivesse uma falha de segurança desse tamanho? O prejuízo do banco foi milionário porque o sistema de TI deles tinha uma brecha do tamanho de um bonde. Não deixe isso acontecer com o seu negócio. Se você precisa de consultoria, segurança de dados e serviços de TI que realmente funcionam e não deixam “buracos” para a galera fazer a festa, você precisa conhecer a Netadept Technology. Os caras são feras em blindar sistemas e otimizar processos. Dá uma olhada lá e não seja o próximo “banco NAB” da história: https://netadept-info.com/
Como é Viver com Dinheiro Infinito por 5 Meses?

Voltando ao Dan. Ele percebeu que tinha encontrado a galinha dos ovos de ouro. Mas, como todo bom “criminoso acidental”, no começo ele ficou com medo. Só que o medo logo deu lugar àquela coceirinha na mão de quem nunca teve grana e agora tem um poço sem fundo.
A estratégia dele era simples e insana: ele tinha que estar no caixa eletrônico toda noite, depois da meia-noite, para fazer uma nova transferência que cobrisse o rombo do dia anterior. Enquanto ele mantivesse esse ciclo girando, o sistema do banco não “fechava” a conta negativa. Ele estava, literalmente, surfando na frente da onda de atualização do sistema bancário.
E meu amigo, como ele surfou.
O Dan não comprou ações, não investiu em Bitcoin (que na época tava barato, hein, que vacilo), nem comprou imóveis. Ele sabia que, uma hora ou outra, a casa ia cair e a polícia ia tomar tudo o que tivesse no nome dele.
Então, a filosofia foi: Viver Experiências.
Em cinco meses, o cara torrou 1,6 milhão de dólares. Isso dá quase 9 milhões de reais hoje. Em CINCO MESES.
A vida dele virou um clipe de rap misturado com despedida de solteiro em Las Vegas.
Tem uma história que é sensacional: ele viu um músico de rua tocando violão. O Dan gostou do som, se escondeu na esquina e começou a dar notas de 50 e 100 dólares para as pessoas que passavam na rua, pedindo para elas colocarem no chapéu do músico. O coitado do músico não entendeu nada, do nada uma multidão jogando dinheiro nele.
Em outra ocasião, ele viu um casal de velhinhos no cassino que comentou que nunca tinha ido ao Havaí por falta de grana. O Dan foi no quarto, pegou uma bolsa da Louis Vuitton cheia de dinheiro vivo e deu para eles realizarem o sonho.
É ou não é um personagem fascinante?

Mas nem tudo são flores, jatinhos e caviar. Viver com dinheiro roubado – porque, vamos ser honestos, era roubo, mesmo que fosse um erro do banco – cobra um preço alto na saúde mental.
Imagine você acordar todo dia achando que a Polícia Federal vai arrombar sua porta. Cada batida na porta do quarto de hotel fazia o coração do Dan sair pela boca. Ele começou a ter crises de ansiedade severas.
Ele desenvolveu um tique nervoso, uma tremedeira na pálpebra do olho que não parava nunca. Ele não conseguia dormir. Ele estava vivendo o sonho de todo mundo, mas estava preso num pesadelo psicológico.
A relação com a noiva? Já era. Ela percebeu que tinha algo muito errado rolando. Ele estava gastando demais, sempre cheio de mistérios, saindo de madrugada. Ela, que era professora de escola religiosa, mandou a real: “Não sei no que você tá metido, mas eu tô fora”. Ele perdeu a mulher da vida dele por causa da grana.
A ironia é cruel, né? Ele tinha todo o dinheiro do mundo para dar a vida perfeita para eles, mas o dinheiro foi exatamente o que separou os dois.
Ele chegou num ponto de loucura tão grande que, quando ia ao caixa eletrônico de madrugada, ele começava a alucinar. Ele achava que a máquina estava falando com ele. Ele olhava para a tela e, em vez de ler “Bem-vindo ao NAB”, ele via “Bem-vindo, Dan”. A mente dele estava fritando.
Dica de Leitura: Essa história do Dan lembra muito a adrenalina e a loucura do mercado financeiro e dos golpes grandiosos. Se você curte esse tipo de narrativa sobre dinheiro, poder e a loucura humana, você PRECISA ler o livro que inspirou o filme “O Lobo de Wall Street”. É a história real de Jordan Belfort. A vibe de gastos desenfreados e a paranoia são muito parecidas. Dá uma olhada no preço na Amazon, vale cada centavo para entender essa mente de “gastar tudo agora”: Confira o livro aqui na Amazon Brasil (Link fictício para fins do exercício)

Chegou um momento, depois de uns 4 ou 5 meses nessa loucura, que o Dan simplesmente não aguentou mais. A “ressaca” de 1,6 milhão de dólares bateu.
Ele estava num quarto de hotel chique, cercado de luxo, mas se sentindo um lixo. A ansiedade estava comendo ele vivo. Ele chamou os amigos mais próximos – aqueles que sabiam do esquema e estavam curtindo a vida adoidado com ele – e disse: “Acabou, galera. A festa termina hoje”.
Ele parou de fazer as transferências noturnas. Ele sabia que, assim que parasse de “alimentar” o bug, o sistema do banco ia atualizar e a conta ia mostrar o rombo gigantesco. Ele se preparou para ser preso. Sentou na cama, esperou a polícia chegar… e esperou… e esperou.
Aqui começa a parte mais bizarra da história.
O sistema atualizou. A conta dele ficou negativa em milhões. O banco ligou.
— Senhor Saunders, tem umas movimentações estranhas na sua conta.
— Eu sei — disse o Dan. — Podem investigar.
O atendente do banco falou num tom ameaçador: “A polícia vai entrar em contato. Não tente sair do país”.
O Dan ficou em casa, tremendo, esperando a SWAT invadir a sala. Passou um dia. Passou uma semana. Passou um mês.
NADA.
Ninguém apareceu. Ninguém bateu na porta. O Dan, agoniado com a espera, ligou para o banco DE NOVO. Conseguiu falar com um gerente de fraudes. O cara disse: “Você tá ferrado, a polícia vai te pegar”.
Passaram-se mais dois meses. Nada.
O Dan voltou para a cidadezinha dele, arrumou outro emprego de barman e a vida continuou.
Passou UM ANO.
Passaram TRÊS ANOS.
Gente, vocês têm noção? O cara roubou 1,6 milhão de dólares e o banco simplesmente… ignorou?

A teoria mais aceita – e que faz todo o sentido – é puro cálculo corporativo frio e calculista.
Pense comigo: O banco NAB é uma instituição gigante. Se eles fossem à polícia e denunciassem o Dan, eles teriam que admitir publicamente, num tribunal, que o sistema de segurança deles tinha uma falha ridícula que permitia que um barman bêbado sacasse milhões usando apenas os dedos e um cartão de crédito.
A má publicidade, a perda de confiança dos investidores e a queda nas ações do banco custariam muito, mas muito mais do que os 1,6 milhão que o Dan gastou. Para o banco, aquele dinheiro era troco de pinga. Era mais barato engolir o prejuízo e abafar o caso do que virar piada nacional.
Eles preferiram o silêncio.
Mas o Dan… ah, o Dan não conseguia viver com isso. Ele não conseguia seguir em frente com essa espada sobre a cabeça, sem saber se seria preso amanhã ou daqui a 10 anos. Ele queria casar, ter filhos, mas como fazer isso com esse segredo?
Então, num movimento de “kamikaze”, o Dan procurou a mídia. Ele foi até um jornal famoso, o Sydney Morning Herald, e contou tudo. Saiu uma matéria de página inteira. Ele pensou: “Agora a polícia vem”.
E adivinha? Nada. Nem a polícia e nem o banco comentaram a matéria.
O Dan ficou pistola. Ele foi para a TV, num programa de horário nobre chamado A Current Affair (tipo um Fantástico da vida). Ele deu a cara a tapa, apareceu em rede nacional, contou como gastou a grana, mostrou os lugares, os jatos, tudo. A Austrália inteira ficou sabendo.
Aí, meus amigos, não teve como segurar. A repercussão foi tão gigantesca que a polícia foi obrigada a prender o Dan, mesmo sem o banco prestar queixa formalmente no início.
No tribunal, foi uma comédia. O banco se recusou a colaborar. Não mandaram testemunhas, não mandaram documentos detalhados. O juiz olhava para o Dan, olhava para o promotor e ninguém entendia direito como o “golpe” funcionava porque a vítima (o banco) não queria explicar a falha.
O Dan confessou tudo. Ele disse: “Eu sou culpado, eu fiz isso”.
No final das contas, ele pegou uma pena ridícula para o valor roubado: 1 ano de prisão e mais 18 meses de serviço comunitário. E teve que pagar uma multa simbólica, porque ele não tinha mais um centavo para devolver.
Ele passou um aninho na cadeia, escreveu um diário, refletiu sobre a vida e saiu de lá livre, leve e solto. Sem dívida (porque faliu), sem segredos e com a consciência limpa.

Hoje, o Dan voltou a ser um cara simples. Ele trabalha administrando imóveis, dá palestras sobre o perigo das apostas e dos vícios e vive contando essa história em podcasts pelo mundo. Ele diz que não se arrepende das experiências, mas se arrepende do estresse e de ter perdido a noiva.
Virou uma lenda urbana viva. O cara que venceu o sistema, viveu como um rei e saiu praticamente ileso.

Essa história deixa a gente com a pulga atrás da orelha. O dinheiro que o Dan gastou… existia? Eram apenas números digitais numa tela que o banco esqueceu de apagar. Ele trocou esses “pixels” por champanhe real, voos reais e ajuda real para os amigos.
É uma metáfora perfeita de como o nosso sistema financeiro é frágil e, às vezes, abstrato.
E você? O que faria se descobrisse, às 3 da manhã, bêbado, que seu caixa eletrônico está dando dinheiro infinito?
Você seria o santo que liga para o banco no dia seguinte?
Ou você seria o Dan Saunders e viveria a maior aventura da sua vida, mesmo sabendo que a conta – de um jeito ou de outro – sempre chega?
É fácil julgar sentado no sofá. Mas com 1,6 milhão na mão… a conversa muda.
Gostou da história? É bizarra, eu sei. Se você curtiu, compartilha com aquele seu amigo que vive dizendo que “só precisava de uma oportunidade” para ficar rico. Vai que a oportunidade é um bug no sistema, né? (Brincadeira, não façam isso, cadeia não é legal!).
Até a próxima
Veja nosso video no YouTube: https://youtu.be/aieABfFenYw