Vão Tomar Seu Lugar no Trabalho

O ‘Glitch’ de 3 Bilhões: A falha simples que permitiu a um gênio roubar a Dark Web

O ‘Glitch’ de 3 Bilhões: A falha simples que permitiu a um gênio roubar a Dark Web

Você provavelmente já ouviu aquela história de alguém que achou uma nota de 50 reais no bolso da calça velha e se sentiu o rei do mundo, né? É uma sensação boa. Agora, imagine multiplicar essa sensação por… sei lá… alguns bilhões de vezes.

Pois é. Senta aí, pega um café (ou uma pipoca, você vai entender a referência já já), porque a história de hoje não é sobre sorte. É sobre um clique. Um simples, inocente e acidental duplo clique que transformou um estudante universitário autista em um dos homens mais ricos — e procurados — do planeta.

Estamos falando de James Zhong, ou “Jimmy”, o garoto que olhou para o abismo da Dark Web e, sem querer querendo, limpou o cofre dos criminosos mais perigosos do mundo. E o mais louco? Ele fez tudo isso de cueca no quarto, enquanto o resto de nós estava preocupado com a prova de cálculo.

O Garoto Invisível e o Mundo Digital

A falha simples que permitiu a um gênio roubar a Dark Web.

A falha simples que permitiu a um gênio roubar

Antes de chegarmos aos bilhões, precisamos entender quem é o Jimmy. Sabe aquele garoto no fundo da sala, que nunca fala nada, sofre bullying no intervalo e parece viver em outro planeta? Esse era o Jimmy. Crescendo na Geórgia, filho de imigrantes, lidando com o espectro autista e o sobrepeso, a vida real não era exatamente um mar de rosas para ele.

Mas, meus amigos, a internet… ah, a internet é o grande equalizador. Na frente da tela, ninguém sabe se você é o capitão do time de futebol ou o garoto que come lanche sozinho. Jimmy encontrou refúgio nos códigos. E não é que o menino era bom? Ele era um prodígio. Aprendeu a programar sozinho, devorando linhas de código como se fosse cereal matinal.

Quando ele entrou na Universidade da Geórgia, a vida parecia finalmente engrenar. Ele estava longe dos pais, fazendo amigos, descobrindo que existia vida além do quarto. E, claro, ele descobriu o Bitcoin.

O Bitcoin Era “Mato Alto”

Lá em 2009, o Bitcoin era aquela coisa que só nerd muito raiz conhecia. Jimmy, com seu faro apurado, minerou uns 5.000 Bitcoins no notebook. Na época? Valia troco de pão. Hoje? Bom, você sabe.

Mas o destino adora pregar peças. Jimmy perdeu esses primeiros Bitcoins num HD corrompido. O tipo de tragédia que faria qualquer um chorar em posição fetal. Mas Jimmy não. Ele viu aquilo como um sinal: “Eu preciso de mais. Custe o que custar”.

E é aqui que a história faz uma curva perigosa para o lado sombrio da força.

Silk Road: O Parque de Diversões do Crime (e do Jimmy)

Enquanto Jimmy tentava recuperar o tempo perdido criando sites de apostas duvidosos, um sujeito chamado Ross Ulbricht criava o Silk Road. Pense na Amazon, só que em vez de livros e eletrônicos, você podia comprar drogas, armas e coisas que fariam sua avó desmaiar. Tudo anônimo, tudo na Dark Web.

Jimmy, querendo impressionar os novos amigos da faculdade e viver a vida louca, entrou no Silk Road. Comprou um pouco de “adubo para o nariz” (você me entende). Mas, depois da segunda compra, bateu aquele arrependimento. Ou talvez a curiosidade de hacker falou mais alto.

Ele decidiu sacar o dinheiro que tinha sobrado na conta do site. E foi aí, meus caros, que o universo piscou.

O Clique de 3 Bilhões de Dólares

A falha simples que permitiu a um gênio roubar

Preste atenção, porque essa é a parte que parece mentira.
Jimmy foi sacar seus Bitcoins. A internet devia estar lenta, ou o dedo dele estava nervoso. Ele clicou no botão de “Retirar” duas vezes, bem rápido.

Plim!
A transação aconteceu… duas vezes.
Ele olhou para a tela. Piscou. Olhou de novo. Ele tinha depositado X e sacado 2X.

“Será?”, pensou ele.
Ele testou de novo. Clicou cinco vezes rápido. Plim, plim, plim, plim, plim! O dinheiro se multiplicou por cinco.

Não precisou de um supercomputador da NASA, nem de quebrar códigos criptografados de nível militar. Foi um glitch. Uma falha boba de programação no site mais criminoso do mundo. O sistema não conseguia processar os pedidos simultâneos rápido o suficiente para perceber que o saldo já tinha acabado.

Jimmy não parou. Ele criou conta atrás de conta, clicando freneticamente, drenando o Silk Road. No total, ele “sacou” 50.000 Bitcoins. Na época, valiam uns 600 mil dólares. Dez anos depois? 3,4 Bilhões de dólares.

Pausa Dramática: Você percebeu como um pequeno erro de sistema (um bug) custou bilhões? No mundo corporativo, falhas na TI podem não te dar bilhões, mas com certeza podem te custar muito caro. Segurança, estabilidade e gestão são tudo.

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A Vida de Bilionário “Low Profile” (Só que não)

Agora, o que você faria com 50.000 Bitcoins “roubados” de traficantes internacionais? A lógica diz: esconda-se numa caverna.
Jimmy? Bom, Jimmy comprou um barco. E um Lamborghini. E uma casa no lago.

Ele virou o “Rei do Camarote” de Athens, Geórgia. Pagava hotel 5 estrelas para os amigos, levava a galera para fazer compras em Los Angeles e dava dinheiro vivo para eles gastarem. Ele queria comprar a aceitação que nunca teve na escola. E, surpreendentemente, funcionou (porque, né, dinheiro).

Mas ele era esperto. Ele nunca tocou nos 50.000 Bitcoins do roubo principal. Ele gastava o dinheiro que tinha ganhado com o “hard fork” do Bitcoin Cash (uma tecnicalidade que basicamente duplicou as moedas dele de forma legítima). Para o mundo, ele era um gênio precoce do Bitcoin, um investidor de sorte.

Só que o segredo estava lá, guardado. Literalmente.

A Maleta, o Ladrão e a Ligação para a Polícia

A ironia é uma deusa cruel. Jimmy, o homem que roubou o maior mercado negro da história, foi roubado por um ladrãozinho de quintal.
Alguém invadiu a casa dele e levou uma maleta com 400 mil dólares em dinheiro vivo.

Jimmy ficou furioso. E fez a coisa mais estúpida que alguém na posição dele poderia fazer: ele ligou para a polícia.
“Alô, seu guarda? Roubaram minha maleta de dinheiro”.

A polícia local veio, investigou, mas não achou o ladrão. O caso esfriou. Mas o registro ficou lá. “James Zhong: vítima de roubo de valor exorbitante em espécie”.
Anos depois, esse registro acenderia uma luz vermelha lá no IRS (a Receita Federal americana).

A Caçada: O IRS Entra em Cena

A falha simples que permitiu a um gênio roubar

Corta para 2021. O IRS tem uma divisão de elite de crimes cibernéticos. Esses caras não brincam. Eles estavam rastreando as moedas do Silk Road há anos. E, de repente, Jimmy cometeu um deslize.

Ele transferiu uma merreca (para os padrões dele) de uma conta antiga para uma corretora que exigia identificação (KYC). Foi a ponta do fio. Os agentes puxaram e o novelo veio todo.

Eles ligaram os pontos:

  1. O IP do Jimmy acessando a corretora.
  2. A transferência vinda das carteiras do Silk Road.
  3. Aquele boletim de ocorrência antigo sobre a maleta de dinheiro.

Bingo.

A Operação Pipoca

Os agentes bateram na porta da mansão do Jimmy no lago. Mas eles não chegaram chutando a porta. Eles foram… educados.
Disseram que estavam lá para investigar o roubo que ele sofreu anos atrás. Jimmy, carente de atenção e querendo justiça pela sua maleta perdida, abriu as portas. Fez um tour pela casa. Mostrou o computador. Mostrou até o cachorro.

Os agentes sorriam, anotavam e, mentalmente, já estavam escolhendo a cor das algemas.

Eles voltaram dias depois com um mandado. Dessa vez, sem sorrisos. Reviraram a casa inteira.
Procuraram em cofres? Não.
Debaixo do colchão? Também não.

No banheiro, dentro de um armário, debaixo de umas toalhas velhas, havia uma lata de pipoca. Daquelas de natal, sabe? Da marca Cheetos Popcorn.
Dentro da lata, enrolada em panos, estava um computador minúsculo (single-board computer).
E dentro daquele computador… 3,4 Bilhões de Dólares.

A maior apreensão de criptomoedas da história da humanidade estava numa lata de pipoca, no banheiro de um nerd, na Geórgia.

O Fim da Linha (Ou Será?)

Jimmy perdeu tudo. O dinheiro, a casa, o Lamborghini, os “amigos”.
Ele colaborou com a polícia, entregou as senhas e, por incrível que pareça, pegou uma pena leve: um ano e um dia. Ele saiu da prisão em abril de 2024.

A defesa dele usou um argumento genial: “Ele roubou de criminosos! Não tem vítima!”. É o clássico “ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”, versão digital.

Mas fica a pergunta que não quer calar: será que ele entregou tudo?
Um cara que enganou a Dark Web por 10 anos, que escondeu bilhões numa lata de pipoca… será que ele não tem um pen-drive enterrado em algum lugar com uns trocados para a aposentadoria?

Nunca saberemos.


Reflexão Final: Gênio ou Sortudo?

A falha simples que permitiu a um gênio roubar

A história de James Zhong é um lembrete brutal de que, na era digital, as regras do jogo mudaram. Você não precisa de uma arma e uma máscara para cometer o crime do século. Você só precisa de curiosidade, um teclado e um sistema mal feito do outro lado.

Jimmy viveu o sonho e o pesadelo. Ele provou que é possível hackear o sistema, mas também provou que você nunca, jamais, deve chamar a polícia quando você é o criminoso.

E você? Se descobrisse um “glitch” que te desse dinheiro infinito… você pararia no primeiro milhão ou continuaria clicando até encher a lata de pipoca?

Acho que todos nós sabemos a resposta.

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Michel Casquel

Michel Casquel

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